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Terminal Alvorada vai receber Ônibus Lilás duas vezes por mês

Rio de Janeiro, 8 de Agosto de 2017.

O Ônibus Lilás vai estacionar duas vezes por mês no Terminal Alvorada para atender e orientar mulheres vítimas de violência. A ação, mais uma parceria do BRT com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI), começou na segunda-feira,  7 de agosto. Na data, completaram-se os 11 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340), principal instrumento legal para combater a violência doméstica e familiar e garantir a punição com maior rigor dos agressores.

 

Segundo o último Dossiê Mulher, do Instituto de Segurança Pública (ISP), companheiros e ex-companheiros, familiares, amigos, conhecidos ou vizinhos foram os responsáveis por 68% dos casos de violência física, 65% da violência psicológica e 38% da violência sexual sofrida por mulheres no estado em 2016. “Quando os abusos começam, não são imediamente percebidos como abusos, até se tornarem mais violentos. As mulheres aturam muita coisa por naturalizar o que não é natural, aceitar o inaceitável. A conscientização é um trabalho a longo, por isso, o ônibus virá duas vezes ao mês aqui, no Terminal Alvorada”, disse a diretora de Relações Institucionais do BRT, Suzy Balloussier. A próxima data ainda vai ser marcada, provavelmente na terceira ou quarta semana deste mês.

 

O secretário da SEDHMI, Atila A. Nunes, acompanhou o trabalho de sua equipe composta da advogada Patrícia Walked, da assistente social Ana Paula Salomão, da psicóloga Elizete Lopes e da superintendente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher Rosemary Caetano. "Além da agressão física, falamos nesta campanha sobre outros tipos de violência, como a moral, a patrimonial e a psicológica. São ações que o homem faz para inferiorizar a mulher e assim ela se sentir dependente dele”, afirmou Nunes.

 

Na ação, foram distribuídos folhetos e cartilhas para desmistificar a violência doméstica e informar às mulheres sobre a abrangência da Lei Maria da Penha, s. "Eu vivi em um relacionamento abusivo por quase 15 anos, sofri até traumatismo craniano, depois de levar uma pancada com o ferro de passar roupa. Mas hoje já estou conseguindo reconstruir a minha vida. Depois de seis meses no abrigo, consegui me livrar desse relacionamento abusivo", contou Lívia Fontes, que passou pela Casa Abrigo Lar da Mulher e foi prestigiar o evento. A unidade, que fica em um local sigiloso no Rio, abriga e atende mulheres vítimas de violência no estado.

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