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No Terminal Alvorada, caixa gigante expõe drama de vítimas do tráfico de pessoas

Rio de Janeiro, 24 de Julho de 2017.

Quer viajar e ganhar muito dinheiro? Gostaria de ser modelo internacional? Que tal terminar seus estudos com bolsa no exterior? Frases que mexem com os sonhos de muita gente são o canto da sereia de um crime, uma violação dos direitos humanos: o tráfico de pessoas. O número é assustador. Segundo Relatório publicado, em 2016, pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), 63,2 mil vítimas de tráfico de pessoas foram detectadas em 106 países e territórios entre 2012 e 2014. Desse total, 28% são de crianças. Mulheres e meninas correspondem a 71%. Em 2013, no Brasil, 254 brasileiros foram vítimas do crime em 18 estados. 


Para conscientizar a população sobre o problema, o BRT Rio está participando da Semana de Mobilização Coração Azul, uma campanha internacional para lembrar o Dia Internacional de Combate ao Tráfico de Pessoas, celebrado em 30 de julho. Quem passar pelo Terminal Alvorada até sexta-feira, 28 de julho, vai se surpreender com uma caixa gigante (GIFTBox) na plataforma A. Dentro dela estão imagens e relatos de vítimas de exploração sexual, trabalho escravo, servidão doméstica, além de casos de adoção ilegal de crianças e tráfico de órgãos. A ação, lançada nesta segunda-feira, 24, é uma parceria com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI). “No Brasil, o maior número de casos é o de tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo. Aqui no Rio, geralmente, as vítimas vêm do Nordeste, principalmente do Maranhão, com promessa de trabalho na construção civil”, diz Sávia Cordeiro, assessora de políticas públicas da Secretaria .


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De acordo com a Lei n 13.344/2016, o crime de tráfico de pessoas é “agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso com a finalidade de: remover órgãos, tecidos ou partes do corpo; submetê-la a trabalho em condições análoga à de escravo; submetê-la a qualquer tipo de servidão; adoção ilegal; ou exploração sexual. A pena de é de quatro a oito anos de reclusão e multa. Sua ajuda é fundamental para combater esse crime. Você pode denunciar através do Disque 100, do Ligue 180 ou dos e-mails traficodepessoas@mj.gov.br e urt.ddh@dpf.gov.br. “Essa ação em locais por onde passa muita gente é importante. Vendo os relatos na GIFTBox, as pessoas podem reconhecer casos que alguém conhecido esteja vivendo”, afirma Juliane Mombelli, procuradora do Ministério Público do Trabalho . O projeto GIFTBox foi lançado em 2013 pela ONG inglesa Stop the Traffik e, no Rio de Janeiro, já passou pelo Aeroporto Rio Galeão, Central do Brasil, o Teleférico do Complexo do Alemão e na Cinelândia.

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