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Alunos e professores conhecem o mundo mágico do futebol

Rio de Janeiro, 30 de Novembro de 2016.

Correr pelo gramado e vibrar a cada bola agarrada pelo goleiro Taffarel. Gritar “é tetra” e chorar durante o hino nacional. As lembranças daquele dia foram revividas hoje por alunos e professores da creche municipal Irinea dos Santos Paiva e da escola municipal Eduardo Rabelo, localizadas em Santa Cruz. O que não faltou foi emoção na visita dos dois grupos ao Museu Seleção Brasileira, na Barra da Tijuca. E não é para menos. No momento em que o país vive o luto na sua maior paixão, não há como esquecer que o futebol também já nos arrancou muitas lágrimas de alegria.

Na sala onde estão as taças das cinco copas conquistadas pelo Brasil, é possível assistir a uma projeção dos melhores momentos da seleção em campo. Um convite aos amantes do futebol e da tecnologia. “Eles vibraram e interagiram com os monitores, mesmo sendo tão pequenos (as crianças tinham 2 e 3 anos). É uma chance que muitos deles dificilmente teriam, devido ao deslocamento até a Barra e à própria condição financeira. Quando você os leva para uma visita dessa, não é apenas um passeio. É uma porta que se abre para uma realidade totalmente diferente da que eles vivem”, disse a diretora da creche Irinea, Valéria Cezarino, 59 anos.

Foi justamente a oportunidade de fazer um programa gratuito e inédito que motivou Josilen Racca, 23 anos, a ir ao museu com a filha de 3 anos e o marido. A flamenguista ficou entusiasmada com os óculos 3D, que permitem ver, por exemplo, a concentração dos jogadores no vestiário. “É muito raro eu fazer um passeio, por questão econômica mesmo. Quando soube que poderia ir de graça, não pensei duas vezes. Gostei de tudo, mas os óculos me chamaram muita atenção”, disse ela.

Mas entrar no mundo da magia do futebol é também obter conhecimento, que pode ser passado em sala de aula. É assim que pensa a professora de Educação Física, Lília Mello, 52 anos, que acompanhou a turma da Eduardo Rabello. Para ela, a interatividade do museu o torna especialmente atrativo para adolescentes e mostra que disciplinas como História, Geografia, Português e Matemática podem ser aprendidas de forma lúdica através do esporte que é a paixão nacional. “Eles adoraram. Isso é perceptível. E mesmo que a gente não trabalhasse o tema na sala, essa visita já foi suficiente para marcar a vida deles. São jovens com poucas oportunidades, então, cada momento fora da rotina é lembrado por eles de maneira bem especial”, afirmou a professora.

As duas unidades que foram ao passeio participam do Clube do BRTzinho, projeto social criado pelo BRT Rio para atender alunos de escolas e creches que ficam no entorno os corredores Transoeste e Transcarioca. O museu está aberto todos os dias, das 10h às 18h e fica perto da estação do BRT Lourenço Jorge, do corredor Transcarioca. Mais informações: 3572-1963.


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